Candidato do PL alegou “jogo combinado” entre adversários; Requião Filho rebateu e cobrou que Moro enfrente os questionamentos nos próximos debates
Por O Vigilante
O primeiro debate televisivo entre candidatos ao Governo do Paraná nas eleições de 2026 já começou cercado de tensão — e terminou com a ausência de um dos principais nomes da disputa no centro das atenções.
Promovido pela Band na noite deste domingo (9), o debate reuniu Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). Sergio Moro (PL), que também havia confirmado presença, decidiu não comparecer poucas horas antes do encontro.
A justificativa apresentada pelo senador foi direta: Moro afirmou que haveria um “jogo combinado” entre os adversários com o objetivo de atacá-lo.
Em vídeo publicado nas redes sociais cerca de três horas antes do debate, o candidato declarou que não se recusava a debater por medo, mas por não aceitar, segundo sua avaliação, participar de um confronto previamente articulado contra sua candidatura.
“É jogo combinado. E, como eles estão desesperados, combinam entre si atacar quem lidera a eleição para o governo do Paraná”, afirmou Moro.
O senador também disse que não tem medo de debates e que não depende de “pai” ou “padrinho” político.
REQUIÃO FILHO NÃO DEIXOU A AUSÊNCIA PASSAR EM BRANCO
Se Moro esperava evitar ataques com a decisão de não comparecer, a estratégia acabou produzindo outro efeito: sua ausência tornou-se um dos principais assuntos após o debate.
Questionado durante entrevista coletiva, Requião Filho aproveitou para cobrar publicamente a presença do candidato do PL nos próximos encontros.
O candidato do PDT afirmou que gostaria de questionar Moro sobre assuntos considerados importantes para o Paraná, entre eles a situação da Copel, denúncias encaminhadas aos órgãos de controle e a relação política entre Moro e o governador Ratinho Junior.
“Queria saber dele o que ele acha da venda da Copel, que deixou a energia mais cara”, afirmou Requião Filho.
O pedetista também questionou o que classificou como silêncio de Moro diante de denúncias que, segundo ele, foram encaminhadas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas.
A cobrança terminou com um desafio direto:
“Sérgio, o povo do Paraná quer saber quem realmente é você. Vem para o debate, discutir conosco, candidato”, provocou Requião Filho.
SANDRO ALEX TAMBÉM CRITICOU A AUSÊNCIA
Sandro Alex também foi questionado sobre a decisão de Moro de não participar do debate. A ausência do candidato do PL abriu espaço para que os dois participantes presentes direcionassem parte das críticas ao adversário que optou por não comparecer.
O episódio deixa uma questão política para os próximos encontros: Moro irá participar dos futuros debates ou manterá a estratégia de evitar confrontos que considere desfavoráveis?
POR QUE OS TRÊS FORAM CONVIDADOS?
Os três candidatos haviam sido convidados pela Band seguindo critérios de representatividade previstos na legislação eleitoral.
Entre os critérios utilizados estão os partidos que possuem pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, considerando a soma de deputados federais e senadores.
Com apenas dois candidatos no estúdio, o primeiro debate acabou tendo um protagonista que não estava presente: Sergio Moro.
A ausência, que deveria ser apenas uma decisão de campanha, transformou-se em um dos principais fatos políticos do encontro.
A ELEIÇÃO COMEÇA A ESQUENTAR
O episódio mostra que a disputa pelo Palácio Iguaçu promete ser marcada por confrontos políticos intensos.
De um lado, Moro tenta preservar a posição que afirma ocupar na corrida eleitoral e acusa os adversários de articulação para atacá-lo. Do outro, Requião Filho e Sandro Alex aproveitam a ausência para cobrar do senador respostas e participação direta nos debates.
A campanha ainda está no início, mas uma coisa já ficou evidente: o debate pelo Governo do Paraná promete ser tão acirrado fora dos estúdios quanto dentro deles.
E, para o eleitor paranaense, fica a expectativa pelos próximos capítulos — principalmente quando os três candidatos estiverem, finalmente, frente a frente.








