Soldados e cabo são investigados por envolvimento com organização criminosa, fornecimento de armas e suspeita de assassinatos por encomenda
Três policiais militares — dois soldados e um cabo — foram presos preventivamente nesta quarta-feira (25), em Maringá, no Norte do Paraná. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), eles são suspeitos de diversos crimes, entre eles fornecimento de armas a criminosos, forjar flagrantes e repassar informações sigilosas. Um dos investigados também é apontado como suspeito de cometer assassinatos sob encomenda.
Os nomes dos policiais não foram divulgados oficialmente.
As prisões ocorreram durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva nas cidades de Maringá e Mandaguaçu.
O 4º Batalhão da Polícia Militar, onde os policiais estavam lotados, e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná prestaram apoio à operação.
De acordo com o coronel José Renato Mildemberger, as investigações tiveram início após a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) apreender um celular durante uma operação contra o tráfico de drogas, em 2023. A extração de dados do aparelho revelou indícios de envolvimento dos policiais com organização criminosa.
Em 2025, o Gaeco aprofundou as apurações sobre a participação dos suspeitos. Conforme nota divulgada pelo MP-PR, com o avanço das investigações foram reunidas evidências de que um dos policiais atuava como braço armado da organização criminosa, sendo responsável por repasse de informações sigilosas, cobranças violentas, intimidações, fornecimento de armas de fogo — inclusive fuzis — e assassinatos por encomenda.
O caso segue sob investigação.

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