Investigação da Polícia Civil aponta que suspeita culpava servidora pela decisão judicial; denúncia partiu do próprio filho de 16 anos.
Uma mulher de 41 anos foi presa em Abatiá, no Norte do Paraná, suspeita de tentar encomendar o assassinato de uma funcionária de uma Casa Lar após perder a guarda dos três filhos. Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime seria o inconformismo com a decisão da Justiça, já que ela responsabilizava a funcionária pelo acolhimento das crianças e pelo processo que resultou na perda da guarda.
De acordo com as investigações, a denúncia foi feita pelo próprio filho da suspeita, um adolescente de 16 anos que atualmente vive em uma casa de acolhimento. Durante uma visita aos pais, ele ouviu a mãe comentar sobre a intenção de matar a funcionária. O jovem comunicou imediatamente uma servidora da instituição, que acionou as autoridades.
Durante a investigação, a Polícia Civil encontrou conversas por mensagens que reforçam a suspeita. Em um dos diálogos com um suposto intermediário, a mulher afirma que gostaria de "apagar uma infeliz do mapa". Em outra mensagem, ela demonstra revolta ao dizer que a vítima teria "tomado" seus filhos e "feito a cabeça" do promotor responsável pelo caso.
Segundo o delegado responsável pela investigação, a perda da guarda ocorreu após a constatação de que os três irmãos viviam em situação de maus-tratos. Conforme a apuração, as crianças não recebiam alimentação adequada, estavam fora da escola, não tinham acesso ao ensino regular e eram vítimas de abandono intelectual, além de outras situações que colocavam em risco seu desenvolvimento.
Com os elementos reunidos durante a investigação, a Justiça autorizou a prisão da mulher. A Polícia Civil segue apurando o caso para identificar a participação de outras pessoas na suposta tentativa de homicídio e esclarecer todos os detalhes do plano criminoso.
O caso chama atenção porque a denúncia que impediu a possível execução do crime partiu do próprio filho da investigada, atitude que permitiu a rápida atuação das autoridades e evitou que a funcionária da Casa Lar fosse vítima da ação planejada.

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