Modelo adotado pelo Governo do Paraná reduziria custos municipais com câmeras de vigilância e ampliaria o uso de tecnologia inteligente no combate à criminalidade
A experiência de cidades como Maringá com o Programa Olho Vivo, do Governo do Paraná, reacende o debate sobre a possibilidade de implantação do sistema também em Barbosa Ferraz. A iniciativa estadual prevê a instalação de câmeras inteligentes de monitoramento, o que poderia evitar que o município tenha gastos próprios elevados com a compra e manutenção de equipamentos de vigilância.
Em Maringá, as câmeras do Olho Vivo já começaram a ser instaladas. Embora o Governo do Estado não tenha divulgado oficialmente o número de equipamentos destinados ao município, a estimativa é de cerca de 90 unidades, seguindo a proporção adotada em cidades como Foz do Iguaçu, que recebeu 70 câmeras, e Cascavel, com 80.
O programa, quando estiver totalmente em operação, contará com 26,5 mil câmeras espalhadas pelo Paraná, com investimento total de R$ 400 milhões. Na primeira fase, 5 mil equipamentos já entraram em funcionamento. Atualmente, outras 1,5 mil câmeras estão sendo instaladas, enquanto 20 mil ainda serão adquiridas pelos municípios em parceria com o Governo do Estado.
A chegada dos equipamentos em Maringá gerou boatos nas redes sociais sobre a instalação de novos radares de velocidade. A Prefeitura esclareceu que a informação é falsa e que o número de radares permanece em 120, sem ampliação. O município também informou que as velocidades máximas das vias estão sendo padronizadas, com limite de 50 km/h na maioria das avenidas, 60 km/h na Avenida Colombo e no Contorno Sul, e 40 km/h em frente a escolas e hospitais.
Maringá está entre os 16 municípios contemplados nesta etapa do programa. A implantação começou por Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, onde já foram instaladas 346 câmeras, e segue agora para cidades como Cascavel, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina e Maringá.
Segundo o Governo do Paraná, o Olho Vivo é considerado um dos maiores programas de monitoramento por câmeras do mundo, inspirado em modelos do Reino Unido, Estados Unidos e Singapura. O sistema utiliza inteligência artificial, com recursos como reconhecimento facial, identificação de veículos e análise de características de suspeitos, tornando as ações policiais mais rápidas e precisas.
Para Barbosa Ferraz, a adesão ao programa representaria um avanço significativo na segurança pública, com acesso a tecnologia de ponta e redução de custos diretos para o município, além de maior integração com as forças de segurança do Estado.

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